A persistência do baixinho Marquinhos


Garoto calmo, de pele morena e estatura baixa, Marcos André Gomes prefere ser chamado de Marquinhos. Começou a jogar futebol por diversão no bairro em que morava, aos 6 anos. Todos diziam que ele jogava bem, então com 13 começou a jogar na escolinha do Sindicato dos Metalúrgicos, até ser indicado a entrar no XV pelo ex-técnico Zito, que também o indicou para jogar em um time do litoral de Santos onde ficou por um mês.

Atualmente, Marquinhos está na equipe Sub-17 do XV de Piracicaba e, durante um ano e cinco meses nesta equipe, já fez quase 60 gols. Marquinhos conta com o apoio da família, de amigos e primos, que sempre que podem vão assistir aos jogos, “eles me dão palpites de jogadas e passes e eu sempre aceito”, diz. Sua estatura baixa – 1,61 metros – não o atrapalha como jogador, já que ele compensa no pique. Tímido e sonhador, o atleta tem como ídolo o goleiro Marcos, do Palmeiras, mas também se espelha em Cristiano Ronaldo (Real Madrid e da seleção de Portugal).

No primeiro jogo que participou no Campeonato Paulista, Marquinhos entrou no segundo tempo. Na sua visão, “jogou bem”, apesar do nervosismo. Ele não esconde: sempre quando pisa no campo sente o famoso “friozinho na barriga”. “Quando parar de sentir o friozinho, acho que será a hora de parar de jogar futebol”, disse.

Ele tem consciência que o começo é difícil. É bastante treino e poucas chances de entrar para jogar. Mas ele é persistentes. Dos oito meninos do mesmo bairro onde Marquinhos começou que também jogavam no XV, só ele continua. “Não abaixo a cabeça, tento fazer sempre o melhor, porque sempre tem alguém olhando e um dia dará certo”. Já sofreu lesões e teve que ficar sem jogar por um mês e meio, mas leva tudo no bom humor.

O futebol, além de ter mercado exigente e competitivo , tem um caminho árduo até a fama e sucesso, por isso Marquinhos pretende estudar para ter futuro, caso a carreira como jogador não deslanche . “Tenho empenho e vontade e não pretendo desistir para chegar a profissional”, destaca o garoto. “Mas sei que estudar também é preciso”, define.


Foto: Cynthia da Rocha

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